Ações do Práxis
Eventos
I Simpósio Internacional Práxis Itinerante
O III Seminário Temático do Práxis Itinerante: Diversidades, Pluralidades e Perspectivas em Debate e o I Simpósio Internacional Práxis Itinerante: Juventudes e Diversidades aconteceram nos dias 20 e 22 de agosto de 2024, no no Anfiteatro Maior do CLCH, Centro de Letras e Ciências Humanas. Através de mesas redondas, oficinas e grupos de trabalho, o evento procura desenvolver conversas sobre as diferentes formas de resistência juvenil e as profundas desigualdades socioeconômicas. Contou com onze grupos de trabalho que trataram de diversas temáticas como: Migração, Interseccionalidades, Diversidades e Povos Originários, Diversidades e Luta Anti-Capacitista, Gênero, Sexualidade e Religiões, Diversidades e Educação, Cultura Popular/Tradicional e Periférica, Diversidades e Estudos Étnico-Raciais (africanos e brasileiros), Diversidades entre Cannabis e Maconha, Os Estudos Japoneses no Brasil: uma área em crescimento, Empresariamento e Militarização da educação: crítica, resistência e defesa da escola pública.
A realização teve a participação de diversos estudiosos, como o professor Kaique Cardoso, da UBI, Universidade da Beira Interior, Portugal, e do também docente, José Francisco dos Santos, da UFOB, Universidade Federal do Oeste da Bahia, e convidados representantes do Poder Legislativo Estadual, como os deputados Renato Freitas e Ana Júlia Ribeiro e da presidente do APP – Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná, Walkíria Olegário Mazeto.
As parcerias foram diversas, como Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Sociedade (Proex) da Fundação Araucária (FA) e do Governo do Estado do Paraná, Centro de Letras e Ciências Humanas (CLCH), o Projeto CLCH Cultural, Procult: Ruar entre Vilas, Grupo de Pesquisa SerSaúde, Laboratório de Estudos sobre Religiões e Religiosidades, Monkisu Cultural e House of Aurora e é vinculado ao Programa Estadual Universidade Sem Fronteiras (USF).
Jornada Pela Visibilidade Trans 2025
A Jornada Pela Visibilidade Trans 2025 aconteceu dos dias 16 a 31 de janeiro, no mês da visibilidade transsexual, e promoveu múltiplas atividades, como mesas redondas, rodas de conversa, exibição de documentário e, significantemente, a Marcha Trans por uma Vida Digna, no centro de Londrina.
O objetivo foi promover o diálogo e a conscientização sobre as vivências cotidianas das populações trans, travestis, transmasculinas e não binárias em Londrina, incentivando debates que mostrem suas existências e resistência aos desafios, problematizando as barreiras estruturais que dificultam o acesso dessa população a direitos fundamentais, como saúde, educação e cultura, e promover articulações entre movimentos sociais, a comunidade acadêmica e a sociedade civil, além de resistência e orgulho, reforçando a importância de dar voz às narrativas trans e destacar suas contribuições para a sociedade.
A Jornada foi uma realização do Práxis Itinerante junto com a Frente Trans de Londrina, com o apoio do Projeto Entretons e o SEBEC (Serviço de Bem-Estar a Comunidade da Universidades Estadual de Londrina).


Conferência Internacional “Democracia e ações golpistas no Brasil”, com James N. Green
No dia 22 de agosto de 2022, o historiador estadunidense James Naylor Green, referência para os estudos latino-americanos, especificamente na história do Brasil e professor de História da América Latina no Departamento de História da Brown University, veio à UEL participar da Conferência Internacional: Democracia e Ações Golpistas no Brasil.
O evento contribuiu com o processo de popularização do conhecimento, tanto acadêmico quanto das instituições democráticas no Brasil, buscando favorecer o movimento de aproximação da comunidade com a universidade. A realização aconteceu no Anfiteatro do Centro de Letras e Ciências Humanas (CLCH) e teve seu início depois do show “Samba da Democracia”, com as cantoras londrinenses Silvia Borba e Cecília Bandeira.
Além do Práxis Itinerante, os associados do evento foram o Laboratório de Estudos sobre as Religiões e Religiosidades (LEER), Coletivo Cidadania Brasileira de profissionais liberais de Londrina, Programa de Pós Graduação de Sociologia (PPGSOC), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação Araucária.


I Simpósio de Cannabis e o III Fórum Paranaense de Cannabis
O Simpósio de Cannabis e o III Fórum Paranaense de Cannabis aconteceram no Anfiteatro do CESA, nos dias 5 e 6 de dezembro de 2024. Foram reunidos diversos estudiosos da cannabis com o objetivo de discutir, atualizar e ampliar o conhecimento sobre os marcos regulatórios, produção, uso medicinal e industrial, e potencialidades da Cannabis. Os eventos foram organizados pelo Práxis Itinerante, a Associação Cura em Flor, Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (ProPPG), Associação Brasileira das Indústrias de Cannabis (Abicann), Semear – Associação de Terapia e Harmonia Canábica e o Mandato Goura (PDT).

Os debates foram feitos através de mesas redondas e palestras sobre diversos assuntos acerca dos estigmas ao redor da planta. A entrada foi totalmente gratuita.
Posteriormente, no Instagram do Práxis foi desenvolvida uma série de vídeos que aborda temas discutidos no evento com estudiosos da cannabis. Você pode conferir aqui!
Quarta Canábica
O Práxis Itinerante e a Associação Cura em Flor, realizaram a Quarta Canábica em comemoração aos 2 anos da Associação, com participação dos integrantes da associação para um debate a respeito de temas relacionados à cannabis medicinal e também uma retrospectiva dos dois anos de atuação.
O evento aconteceu no dia 14 de novembro de 2022 e teve transmissão ao vivo no YouTube do Práxis Itinerante.
Clique no link e assista ao vídeo do evento.
Quinta Canábica
Assim como a Quarta Canábica, o evento foi uma colaboração entre o Práxis Itinerante com a Associação Cura em Flor, mas dessa vez a discussão foi sobre o uso terapêutico da maconha e sobre a Lei 962/2019, intitulada Lei Pétala, a qual pretende facilitar o acesso a medicamentos e produtos à base de canabidiol (CBD) e tetrahidrocanabinol (THC) para tratamento de doenças, síndromes e transtorno de saúde, mediante apresentação de uma série de documentos. O evento aconteceu em 23 de março de 2023 e contou com a participação de um dos autores da Lei Pétala, o Deputado Estadual Goura (PDT), e de profissionais da Associação que compartilharam suas experiências.
Clique no link e assista ao vídeo do evento.
Jessé de Souza, Elite do Atraso – Conferência
No dia 17 de setembro de 2018, Jessé de Souza, escritor, cientista social, ex-presidente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e professor da Universidade Federal do ABC palestrou gratuitamente no Cine Teatro Ouro Verde, com base na sua obra, “Elite do Atraso”, que aborda a crise brasileira, raízes históricas e sociais e suas implicações no futuro.

O público foi composto por mais de 750, com programação aberta. Aconteceu também, uma performance teatral da Companhia dos Palhaços de Rua, com patrocínio da APP Sindicato Londrina, Sindicato dos Bancários de Londrina e Região, Sinpro Londrina e Norte, Sinsaúde, Sinttrol e Sintvest. Outras parcerias foram estabelecidas com a Assuel, Sindicato dos Empregados do Comércio, Sindicato dos Metalúrgicos, Sindicato dos Eletricitários (SINDEL) e STIA.
Assista na íntegra no Youtube, clicando no link.
Exposição e Documentário “Juventudes e Participação”
A exposição e o documentário “Juventudes e Participação” foram elaborados pelos estudantes partícipes do Laboratório de Estudos sobre as Religiões e Religiosidades (LEER) em parceria com o Práxis Itinerante, a partir da pesquisa dos documentos inéditos do SNI e dos arquivos do “Opening the Archives” da Brown University e da CIA. O evento traz ao público documentos inéditos produzidos por agentes do estado brasileiro e agentes vinculados aos Estados Unidos que investigaram e colaboraram com o silenciamento de cidadãos brasileiros, movimentos sociais e de todos aqueles que sofreram perseguição e repressão durante o período da ditadura militar no Brasil. A finalidade do evento foi disponibilizar à população registros que apontam a participação de jovens e do movimento estudantil do Paraná na resistência aos anos de chumbo.
Relização do Práxis Itinerante, Laboratório de Estudos sobre as Religiões e Religiosidades (LEER), Programa de Pós Graduação em Sociologia, CNPq e Fundação Araucária.
Lançamento da Exposição clique no link, para ver no Youtube.
Juventudes e Participação clique no link, para ver no Youtube
Memória e identidade, Assentamento Eli Vive
Entre os anos de 2023 e 2024, foi desenvolvida uma ação conjunta entre o grupo Práxis Itinerante e o Assentamento Eli Vive com o propósito de resgatar as memórias da antiga escola do assentamento. A iniciativa partiu da seleção e digitalização de fotografias antigas cedidas pelos próprios moradores, resultando na criação de um espaço de memória que valoriza a história e a trajetória da comunidade. Através deste trabalho, o mural no formato de banner com mais de três metros de comprimento apresenta os principais fatos históricos, tendo como fio condutor a luta encampada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, MST, desde a sua fundação, em 1984, em Cascavel. Dentre os principais acontecimentos retratados estão a morte do líder sem-terra Eli Dallemole, que nomeia o assentamento, e a inauguração da Escola Itinerante Maria Aparecida Rosignol Franciosi, em 2009, ano da ocupação das áreas das fazendas Guairacá e Pininga, que juntas somam 7,3 mil hectares. O mural também registra momentos marcantes da trajetória do assentamento, como as datas comemorativas e a visita do então candidato à presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022. Os materiais produzidos foram expostos na nova escola do assentamento, “Trabalho e Saber”, inaugurada em 2024, fortalecendo o elo entre memória, identidade e educação popular.
Cine Práxis
No dia 22 de maio de 2025, o Programa de Extensão Práxis Itinerante promoveu uma ação especial de socioeducação e debate, com a exibição do filme Ainda Estou Aqui e a exposição Páginas de Luta, no Anfiteatro do CESA, na UEL. Uma iniciativa que uniu arte, história e reflexão para fortalecer o pensamento crítico e os valores democráticos, com participação especial dos jovens da, Escola Profissional e Social do Menor de Londrina, EPESMEL.
O público visitou a exposição Páginas de Luta – O Jornal Brasil Mulher e a Resistência Feminina em Londrina, com curadoria da cientista social Lívia Campanheli. A mostra destaca o papel histórico do Jornal Brasil Mulher, fundado em Londrina, como uma das principais vozes da resistência feminina durante o regime militar. A exposição reúne documentos inéditos do Serviço Nacional de Informações (SNI), oriundos da pesquisa vinculada ao projeto “Os documentos inéditos dos arquivos do SNI (Paraná-BR), do Projeto Opening The Archives e CIA (EUA)”, com apoio do CNPq e da Fundação Araucária.

O filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles e vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional narra a história da família Paiva – Rubens, Eunice e seus cinco filhos, no início da década de 1970, em um Brasil que enfrentava o endurecimento da ditadura militar. Um dia, Rubens Paiva é levado por militares à paisana e desaparece. Eunice – cuja busca pela verdade sobre o destino de seu marido se estenderia por décadas – é obrigada a se reinventar e traçar um novo futuro para si e seus filhos.
A ação foi aberta para toda comunidade interna e externa da Universidade Estadual de Londrina.
Galeria de fotos do evento:






Blitz Educativa no Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes
A Rede Intersetorial da Região Sul de Londrina realizou, na quarta-feira, 21 de maio de 2025, a IV Blitz Educativa no Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O Práxis Itinerante foi parceiro da ação que aconteceu no CRAS Sul A.
O evento integrou as mobilizações do 18 de Maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, instituído pela Lei Federal 9.970/00, uma importante conquista da sociedade civil brasileira na luta pela proteção da infância e adolescência. A data relembra a urgência de enfrentar essas formas graves de violência e marca o compromisso com os Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes.
A Blitz Educativa teve como missão romper o silêncio, promovendo a informação, a conscientização e o estímulo à denúncia. Durante a ação, equipes da Rede Intersetorial e do Práxis Itinerante estiveram nas ruas para distribuir materiais informativos, orientar a população e dialogar sobre como identificar sinais de abuso, como proceder diante de uma suspeita e quais canais procurar.

A mobilização também buscou mostrar que a responsabilidade pela proteção de crianças e adolescentes não é apenas do poder público de acordo com Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas da família e de toda a sociedade. Professores, vizinhos, familiares, comerciantes, profissionais da saúde — todos têm um papel essencial na prevenção e no enfrentamento dessa violência.
A Blitz integrou a campanha nacional “Faça Bonito – Proteja nossas crianças e adolescentes”, organizada pelo Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. O símbolo da campanha é uma flor amarela, que representa a infância e a necessidade de um ambiente saudável e protegido para que ela floresça.
Na ação, a equipe do Práxis desenvolveu algumas entrevistas que você pode conferir no Instagram do Práxis.






III Seminário Temático Práxis Itinerante no Assentamento Eli Vive
O III Seminário Temático PRÁXIS Itinerante no Assentamento Eli Vive aconteceu no dia 23 de maio de 2025, das 8h às 17h, no próprio assentamento.

A programação contou com momentos de formação pedagógica, começando às 8h com a palestra “Educação do campo: resistências e possibilidades”, ministrada pela doutora Marluse Castro Maciel, do IFSC e PROFSOCIO-UEL. Logo depois aconteceu a palestra “Diálogos sobre a Pós-Graduação e o Mestrado Profissional”, com o professor doutor Fabio Lanza, representante do PROFSOCIO e do PPGSOC-UEL.
No período da tarde, às 13h30, ocorreu o Seminário de Pesquisas, que contou com as participações do mestre e doutorando em Administração na UEM, Tales Leon Biazão Sanches, da doutora Lenir Candida de Assis e da mestra Amanda Keren Frois-Cardoso. Foi um dia marcado pela trocas de saberes, luta e resistência no campo!






Recepciona Práxis
No dia 24 de março de 2025, o Práxis Itinerante promoveu uma atividade de recepção aos ingressantes do curso de Ciências Sociais e aos demais estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A recepção aconteceu no palco externo do Restaurante Universitário e ofertou três atividades culturais promovidas por grupos/coletivos de Londrina.
A primeira atração do evento foi a batalha de rima desenvolvida pela Batalha do R.U, que aconteceu ao 12h. Fundada em 2023, a Batalha do R.U, surgiu com o propósito de levar a força das ruas para dentro da Universidade e, semanalmente, reunir MCs de todas as regiões da cidade.
A segunda atividade do evento foi desenvolvida às 18h pelo coletivo Slam Blackout.
O coletivo, iniciado em 2024, é composto por Camila Cristina, Luís Sandrim e Hillary Alves, que pesquisam a poesia falada e promovem o slam na cidade de Londrina. O coletivo busca ocupar diversos espaços públicos e privados, visibilizar a poesia falada, criar um ambiente de acolhimento para vozes silenciadas e estimular a prática da competição.
Por fim, às 19h, o coletivo Ballroom Londrina apresentou-se aos ingressantes da UEL, fechando o evento com chave de ouro.

O coletivo Ballroom é uma rede de acolhimento e profissionalização voltada para corpes pretos, trans e LGBTQIAPN+ de Londrina. A comunidade busca reunir e fortalecer artistas multifacetados da cidade, promover a cultura ballroom por meio de bailes, showcases, treinos abertos e performances, criar espaços seguros para pessoas em situação de vulnerabilidade, incentivando a formação e a valorização de novos artistas, para que possam viver e resistir através da Arte e da Cultura.
Batalha Coroa de Ouro
1ª Edição – Aconteceu no dia 24 de novembro de 2024:

O evento que reuniu 16 MC´s e mais de 300 espectadores, marcou a final do Circuito Londrinense de Batalhas de Rima. O evento ocorreu em parceria com o Programa Práxis Itinerante, Universidade Estadual de Londrina – UEL, Centro de Direitos Humanos de Londrina – CDH, Prefeitura de Londrina, Monkisu Cultural, PROFSOCIO – Mestrado Profissional de Sociologia em Rede Nacional, PROEX e o Centro Juvenil Vocacional.
A ação foi um marco para a cena do hip-hop local e para a democratização da cultura e arte local.
2ª Edição – Aconteceu no dia 28 de setembro, no Cine Teatro Ouro Verde, que vivenciou mais um momento histórico.
O evento reuniu 16 MCs no palco do Cine Teatro pela segunda vez em mais de 70 anos desde a fundação do espaço. Somente em 2024, o hip-hop chegou ao Ouro Verde, na 1ª edição do evento (saiba mais aqui).
A Batalha Coroa de Ouro integra a programação do 3º Festival das Diversidades, promovido pelo programa de extensão Práxis Itinerante e a produtora Kapanga Criativa. Também organizaram a atividade o Circuito Londrinense de Batalhas de Rima e o Centro de Direitos Humanos de Londrina.
“A ideia da Batalha Coroa de Ouro surge com os próprios MCs da cena local, no desejo de reivindicar um espaço que é fora do que é comum para eles, para além das quebradas. A ideia é abraçada pelo Práxis Itinerante e pelo Circuito Londrinense de Batalhas de Rima, colocando as batalhas de Londrina ainda mais em evidência”, explica Márcio Teixeira, professor, membro do Centro de Direitos Humanos de Londrina e um dos apresentadores do “Pega Visão”, podcast que busca combater preconceitos e valorizar cultura hip-hop em Londrina.
De acordo com ele, o evento já se tornou um momento aguardado entre os MCs, que ao assumirem os microfones reforçam a importância de ocupar o espaço. “Estamos falando de rima com ideologia, de rimar com potência e amor”, acrescenta Teixeira.
Ismael Frare, também integrante do Centro de Direitos Humanos de Londrina, evidencia a potência da cultura hip-hop em Londrina, que semanalmente reúne cerca de 3 mil jovens em batalhas realizadas nas diferentes regiões da cidade.
Para ele, a Coroa de Ouro fortalece o movimento hip-hop, que constitui um “espaço de salvação para estas juventudes”.
“Acompanhamos diversos relatos de jovens que falam como a rima contribuiu para a sua vida, para a saúde mental, oportunizando sonhar, além de ser um espaço de cuidado entre eles”, assinala.
Tiago Daniel, ator, produtor cultural, um dos idealizadores da Kapanga Criativa e membro do Práxis Itinerante, classifica a Batalha Coroa de Ouro como um “marco político”, principalmente, considerando o desmonte das políticas culturais em Londrina.
“Ocupar um teatro com o hip-hop é histórico em qualquer lugar, mas em Londrina, em especial, com tudo que vem acontecendo de retirar os espaços de lazer. Estar em um espaço que é tradicional, da Universidade, que é conhecido por ter seus grandes festivais, grandes apresentações, grandes orquestas, poder ocupar também com um grande evento de hip-hop é sem dúvida muito importante”, observa.
Para a produtora cultural, representante do Circuito Londrinense de Batalhas de Rima, Joice Dias, as batalhas de rima contribuem para a democratização do acesso à cultura e para a transformação social.
“Acho que as batalhas ocupam este lugar de visibilidade, de voz, levando a molecada que está nas periferias a ter acesso à cultura”, diz.
O Circuito Londrinense é formado por 15 batalhas que ocorrem, principalmente, em praças, entre outros espaços públicos.
Desde 2023, as batalhas de rima são consideradas Patrimônio Cultural do Paraná. A Lei nº 21.519, de autoria da deputada estadual Ana Júlia (PT), reconhece a expressão artística como parte da identidade e cultura do estado.
Antes da Coroa
Neste ano, a programação do evento foi ampliada, contando também com disputas de tag e de beat. As atividades ocorreram no Calçadão, em frente ao Ouro Verde.
De Lima, DJ da Batalha do Hemp, foi o que mais animou o público com as batidas. “Desde pequeno, eu comecei a frequentar as batalhas de rima como MC, corria pelas batalhas da cidade e fui pegando gosto em criar batidas e descobrindo meu lado DJ”, lembra.
Ainda, ele destaca o ineditismo da programação e compartilha as expectativas com as próximas edições.
“É algo novo, não ocorre com frequência, tem batalhas de DJs na cidade, mas não é algo voltado ao hip-hop. Achei muito legal, fiquei muito feliz em participar e espero que a gente possa fazer acontecer novamente porque é muito importante para os DJs da cena”, assinala.
Já Malandra venceu a batalha de tag, que corresponde a uma competição de rua, difundida no universo hip-hop, onde dois artistas de grafite se enfrentam para criar a tag mais criativa em um tempo limitado, geralmente, a partir de uma palavra sugerida pela plateia.
“Acho que é bem importante ter esta integração do grafite como elemento que faz parte da cultura hip-hop. A gente tem batalha de rima com muita frequência, o que é muito bom, mas as batalhas de tag acontecem mais eventualmente”, avalia.
“A pichação vem em lugar de ocupar a cidade mesmo e é muito importante porque a gente não depende de galeria, de rede social para colocar nosso trabalho no mundo”, ela complementa.

A entrega da Coroa
Após duelos na primeira e segunda fases, os MCs SKS, da batalha da leste, e Muhai, da batalha do Jardim União da Vitória, disputaram a grande final.
Foram três rounds acompanhados de perto pelo público e jurados. SKS foi escolhido para levar a Coroa para casa. Além do título, o campeão recebeu a premiação de R$ 1 mil. Já o vice-campeão ganhou R$ 500.
“Estou muito feliz, de verdade, um evento muito da hora e importante para o hip-hop. O evento foi sensacional, além da batalha de rima, tivemos batalha de beat, batalha de tag, um evento totalmente hip hop no Ouro Verde. A mensagem é sobre acreditar, você que ainda almeja rimar dentro do Teatro, ser um MC com vários títulos, acredita e faz acontecer. O principal é o foco, ninguém vai correr por você”, compartilha SKS.
O trio Tony Country também agitou a plateia com um show que entregou mais hip-hop.
Toda a programação foi gratuita. Ao todo, foram distribuídos 500 ingressos.
Festival das Diversidades
O Festival das Diversidades é um evento concretizado pelo Programa Práxis Itinerante e pela Kapanga Criativa, antiga Monkisu Cultural, objetivando promover a celebração das diversidades e pluralidades e selar um compromisso com a inclusão e os direitos humanos. A realização conta com múltiplas expressões artísticas, como shows de música, teatro, exposições de arte e rodas de conversa.
Suas duas edições o festival mobilizaram centenas de pessoas da Região Metropolitana de Londrina. Em 2025, o Festival das Diversidades ganhará uma nova identidade e um novo alcance. Através dos resultados das edições de 2024, a primeira em março e a segunda em agosto, o evento passa por mudanças, mostrando-se ainda mais para a população londrinense, além de ofertar atividades que visam à educação, a cidadania e a valorização dos Direitos Humanos.
A terceira edição do festival tem previsão para acontecer no segundo semestre de 2025.


Sarau de Sociais
O evento era uma atividade da semana de recepção dos novos estudantes da UEL para a sua integração com os graduandos e pós graduandos, através de manifestações artísticas compartilhadas, como shows de música. O Sarau de Sociais era desenvolvido por estudantes de Ciências Sociais e em 2018, quando o programa Práxis Itinerante foi criado, o evento foi incorporado em suas ações.

A realização era feita no Bar Valentino, com entrada gratuita para estudantes de Ciências Sociais e paga para não estudantes do curso.
O Sarau de Sociais passou por significativas mudanças e se transformou no Festival das Diversidades em 2024.
Pesquisa
POP Rua
O POP Rua foi criado em 2018, a partir de uma demanda apresentada pela 24ª Promotoria de Justiça da Comarca de Londrina, com atribuições na defesa da saúde pública e proteção aos direitos humanos. O trabalho de monitoramento e acompanhamento da política municipal de atendimento à população em situação de rua vinha exigindo dados atualizados sobre a quantidade de pessoas que vivem nessa condição em Londrina, bem como elementos acerca das estratégias de sobrevivência dessa população, de modo a tornar possível a avaliação daquela política pública. Desta forma, foram realizados treinamentos e capacitações com profissionais e discentes da Universidade Estadual de Londrina, que atuaram como entrevistadores da população. Confira a pesquisa nos Anais do Práxis Itinerante.