{"id":537,"date":"2025-07-25T14:55:31","date_gmt":"2025-07-25T17:55:31","guid":{"rendered":"https:\/\/projetos.uel.br\/ontemehoje\/?page_id=537"},"modified":"2025-07-30T14:25:31","modified_gmt":"2025-07-30T17:25:31","slug":"o-equipamento","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/projetos.uel.br\/ontemehoje\/o-equipamento\/","title":{"rendered":"O Equipamento"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Oswaldo Leite, seu equipamento e sua sensibilidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<style>\n  figure.minha-imagem-direita {\n    float: right;\n    margin-left: 20px;\n    text-align: center;\n    font-size: 0.9em;\n    color: #555;\n    width: 226px;\n  }\n\n  .texto-justificado {\n    text-align: justify;\n  }\n\n  @media (max-width: 600px) {\n    figure.minha-imagem-direita {\n      width: 45%;\n    }\n\n    .minha-imagem-direita img {\n      width: 100% !important;\n      height: auto !important;\n    }\n  }\n<\/style>\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-large is-resized minha-imagem-direita\">\n  <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"595\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/projetos.uel.br\/ontemehoje\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/EQUJIPAMENTO-595x1024.jpg\" \n       alt=\"Foto do Equipamento\" class=\"wp-image-585\" srcset=\"https:\/\/projetos.uel.br\/ontemehoje\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/EQUJIPAMENTO-595x1024.jpg 595w, https:\/\/projetos.uel.br\/ontemehoje\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/EQUJIPAMENTO-174x300.jpg 174w, https:\/\/projetos.uel.br\/ontemehoje\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/EQUJIPAMENTO-768x1322.jpg 768w, https:\/\/projetos.uel.br\/ontemehoje\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/EQUJIPAMENTO-893x1536.jpg 893w, https:\/\/projetos.uel.br\/ontemehoje\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/EQUJIPAMENTO-1190x2048.jpg 1190w, https:\/\/projetos.uel.br\/ontemehoje\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/EQUJIPAMENTO-scaled.jpg 1488w\" sizes=\"auto, (max-width: 595px) 100vw, 595px\" \/>\n<\/figure>\n\n<p class=\"texto-justificado\">\n  Durante sua trajet\u00f3ria como fot\u00f3grafo contratado pela Prefeitura do Munic\u00edpio de Londrina, Oswaldo Leite n\u00e3o foi um cara de \u201cdesfilar\u201d equipamentos fotogr\u00e1ficos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o. Ele fotografou durante d\u00e9cadas com uma c\u00e2mera fotogr\u00e1fica Yashica Mat, de propriedade da prefeitura (esse era um modelo simples da Yashica, voltado para amadores e n\u00e3o para profissionais da fotografia). Seu filho, Otac\u00edlio disse em entrevista para a produ\u00e7\u00e3o do livro Transforma\u00e7\u00f5es urbanas: a Londrina da d\u00e9cada de 1950 pelas fotografias de Oswaldo Leite que, al\u00e9m do equipamento da prefeitura, seu pai possu\u00eda uma c\u00e2mera pessoal port\u00e1til dos \u201cmodelos mais simples da \u00e9poca\u201d e tornou-se o \u201cfot\u00f3grafo oficial\u201d da fam\u00edlia Leite, fotografando todos os eventos, encontros e comemora\u00e7\u00f5es festivas e sociais. Otac\u00edlio n\u00e3o soube precisar a marca e modelo da c\u00e2mera particular de seu pai, mas, nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970, as c\u00e2meras mais comuns, por serem port\u00e1teis, f\u00e1ceis de manusear e baratas eram a Kodak Instamatic 155, a Olympus Trip e a Olympus Pen (provavelmente tenha sido uma dessas). \n<\/p>\n\n\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\">Muita gente acredita que para obter boas fotografias \u00e9 necess\u00e1rio um equipamento profissional de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o deixam de ter uma pouco de raz\u00e3o. Mas a hist\u00f3ria da fotografia demonstra com muita clareza \u2013 e uma infinidade de exemplos \u2013 que, para se registrar uma boa fotografia, mais importante que a qualidade do equipamento utilizado \u00e9 a sensibilidade do fot\u00f3grafo. E isso, al\u00e9m da disciplina documental, Oswaldo Leite tinha de sobra. <\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\">Ernest Hass, um fot\u00f3grafo austr\u00edaco e estadunidense, passou por muitas experi\u00eancias fotogr\u00e1ficas, da guerra \u00e0 publicidade. Praticamente da mesma \u00e9poca que Oswaldo Leite, ele tornou-se mundialmente conhecido por conseguir fotografias l\u00edricas e humanas no cen\u00e1rio de trag\u00e9dias e destrui\u00e7\u00e3o da Segunda Guerra Mundial. Ernest Hass dizia que \u201ca fotografia \u00e9 a express\u00e3o da impress\u00e3o\u201d, ou seja, com a fotografia vamos exteriorizar algum sentimento ou impress\u00e3o que est\u00e1 dentro de n\u00f3s. E a\u00ed ele perguntava: \u201cSe a beleza n\u00e3o estiver dentro de n\u00f3s, como saberemos fotograf\u00e1-la?\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, para encerrar e deixar claro: equipamento \u00e9 importante, mas a sensibilidade do fot\u00f3grafo \u00e9 ainda mais importante que o equipamento. N\u00e3o sejamos, ent\u00e3o, \u201cmeros operadores de m\u00e1quinas\u201d, sejamos fot\u00f3grafos sens\u00edveis e com bom repert\u00f3rio cognitivo para sermos emp\u00e1ticos, representativos e documentais.    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oswaldo Leite, seu equipamento e sua sensibilidade Durante sua trajet\u00f3ria como fot\u00f3grafo contratado pela Prefeitura do Munic\u00edpio de Londrina, Oswaldo Leite n\u00e3o foi um cara de \u201cdesfilar\u201d equipamentos fotogr\u00e1ficos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o. 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