{"id":525,"date":"2025-07-25T14:53:46","date_gmt":"2025-07-25T17:53:46","guid":{"rendered":"https:\/\/projetos.uel.br\/ontemehoje\/?page_id=525"},"modified":"2025-08-07T15:25:50","modified_gmt":"2025-08-07T18:25:50","slug":"a-cidade","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/projetos.uel.br\/ontemehoje\/a-cidade\/","title":{"rendered":"A Cidade"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>A cidade que Oswaldo Leite fotografou&nbsp;<\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\">Oswaldo Leite come\u00e7ou a fotografar Londrina em meados da d\u00e9cada de 1940, com produ\u00e7\u00e3o mais volumosa nas d\u00e9cadas de 1950 e 1960 e, n\u00e3o t\u00e3o volumosa, mas significativa na d\u00e9cada de 1970. A partir de meados da d\u00e9cada de 1940, com o fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo passou por um per\u00edodo prof\u00edcuo de reconstru\u00e7\u00e3o e prosperidade, alavancando no n\u00famero de empregos e melhorando a renda dos trabalhadores. Ou seja, o mundo voltou a comprar, a consumir, a investir em melhoria de vida e no prazer de comer melhor e passear mais. Isso foi uma ben\u00e7\u00e3o para o Brasil, que passou a exportar muito mais. E, nessa \u00e9poca, nosso principal produto de exporta\u00e7\u00e3o era o caf\u00e9, que o mundo todo aprendeu a gostar, consumir e transformar em prazeroso h\u00e1bito.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o caf\u00e9 era nosso principal produto de exporta\u00e7\u00e3o e o norte do Paran\u00e1 era o principal produtor nacional, vale lembrar que os lucros provenientes da negocia\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 alavancaram o progresso de todo o norte do estado do Paran\u00e1, especialmente de Londrina. Foi a fase mais rica da hist\u00f3ria de Londrina. O dinheiro do caf\u00e9 ergueu grandes pr\u00e9dios, construiu dezenas de casar\u00f5es e mans\u00f5es em endere\u00e7os luxuosos da cidade, especialmente o centro e a Avenida Higien\u00f3polis, e propiciou a constru\u00e7\u00e3o de grandes obras p\u00fablicas, que contribu\u00edram para a forma\u00e7\u00e3o da identidade visual de uma cidade moderna e progressista, como era \u2013 e ainda \u00e9 \u2013 Londrina, ent\u00e3o reconhecida como \u201ccapital mundial do caf\u00e9\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/projetos.uel.br\/ontemehoje\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-Celio-Costa-A-cidade-1-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-570\" style=\"width:1060px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/projetos.uel.br\/ontemehoje\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-Celio-Costa-A-cidade-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/projetos.uel.br\/ontemehoje\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-Celio-Costa-A-cidade-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/projetos.uel.br\/ontemehoje\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-Celio-Costa-A-cidade-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/projetos.uel.br\/ontemehoje\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-Celio-Costa-A-cidade-1-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/projetos.uel.br\/ontemehoje\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Foto-Celio-Costa-A-cidade-1-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fotografia de Celio Costa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o do final da d\u00e9cada de 1940, da d\u00e9cada de 1950 e do in\u00edcio da d\u00e9cada de 1960 a constru\u00e7\u00e3o dos Correios, do F\u00f3rum Municipal (hoje Biblioteca P\u00fablica Municipal), do pr\u00e9dio novo da Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria (hoje Museu Hist\u00f3rico de Londrina Padre Carlos Weiss), do pr\u00e9dio novo da Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria (hoje Museu de Arte de Londrina), do ic\u00f4nico edif\u00edcio J\u00falio Fuganti, do imponente conjunto de edif\u00edcios do Centro Comercial, do Hotel S\u00e3o Jorge, \u00e0 \u00e9poca considerado um dos mais luxuosos do Brasil, de v\u00e1rios arranha-c\u00e9us no centro da cidade, do Cine Ouro Verde (\u00e0 \u00e9poca considerado um dos melhores cinemas do Brasil), da barragem do Lago Igap\u00f3 I, do in\u00edcio do saneamento urbano e tantas outras obras e melhorias. Quer queira, quer n\u00e3o, n\u00e3o se pode negar que a fartura de dinheiro com a qual o caf\u00e9 irrigou Londrina e todo o norte do Paran\u00e1 foi mola propulsora do progresso, crescimento econ\u00f4mico e desenvolvimento social de diversas cidade norte-paranaenses.\n<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\">Na madrugada de 18 de juho de 1975 ocorreu a famosa \u201cgeada negra\u201d, que dizimou mais da metade dos cafeeiros no norte do Paran\u00e1. Essa geada foi t\u00e3o catast\u00f3frica que muitos agricultores acabaram dizimando seus cafezais e optando pelo plantio de lavouras renov\u00e1veis, como soja, milho e trigo, sempre orientados e financiados pelo Cr\u00e9dito Rural Orientado disponibilizado, com car\u00eancia e juros acess\u00edveis, pelo Banco do Brasil, dentro do projeto do governo militar de moderniza\u00e7\u00e3o da agricultura. De repente, a fonte secou. O caf\u00e9 que tanto havia irrigado a economia norte-paranaense, agora, pingava recursos a conta-gotas. Londrina precisou se reinventar. Precisou deixar de ser majoritariamente agr\u00edcola e investir na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, fortalecer o com\u00e9rcio, incentivar a ind\u00fastria e, principalmente, transformar-se em um polo de pesquisa e ensino superior de qualidade. S\u00e3o da d\u00e9cada de 1970 a cria\u00e7\u00e3o da UEL, da Unopar, do Iapar, da Embrapa\/Soja, apostas que deram muito certo e transformaram a cidade em polo de excel\u00eancia na pesquisa agr\u00edcola, em medicina e na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. Mas o volume de obras p\u00fablicas decresceu.\n<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, pode-se dizer que, apesar de n\u00e3o haver uma rela\u00e7\u00e3o direta, coincidentemente Oswaldo Leite come\u00e7ou a fotografar Londrina no auge do caf\u00e9 e parou de fotograf\u00e1-la na descens\u00e3o econ\u00f4mica da fruta. Com isso, n\u00e3o \u00e9 de todo errado afirmar que Oswaldo Leite fotografou todo o progresso e toda a fartura que o caf\u00e9 propiciou a Londrina. Sorte? Coincid\u00eancia? Estar no lugar certo na hora certa? Um pouco de tudo e mais um olhar atento, documentador e apaixonado de um fot\u00f3grafo que conhecia Londrina como a palma de sua m\u00e3o e era apaixonado pela cidade.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cidade que Oswaldo Leite fotografou&nbsp; Oswaldo Leite come\u00e7ou a fotografar Londrina em meados da d\u00e9cada de 1940, com produ\u00e7\u00e3o mais volumosa nas d\u00e9cadas de 1950 e 1960 e, n\u00e3o t\u00e3o volumosa, mas significativa na d\u00e9cada de 1970. 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